Salão Valentina

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Ok que o trocadilho é infame, mas que mulher nunca desejou na vida ter uma bela franja pra variar um pouco a cara de sempre? Quem nunca tentou fazer isso na frente do espelho de casa e quem nunca se arrependeu da obra de arte “ao contrário” que acabou criando?

Se você é daquelas que tem as madeixas extremamente lisas por natureza, que só conhece redemoinho das histórias do Saci Pererê, que já teve todos os tipos de franja e que pode ter qualquer uma a hora que quiser…ok, este post não é pra você. Favor encaminhar-se para o setor “permanentes e afins”.

Com exceção dessas mulheres afortunadas, ter uma franja linda emoldurando o rosto é, já foi ou será, em algum momento da vida de uma mulher, um obscuro objeto de desejo. Desejo, porque pra muitas, isso fica só no plano da imaginação. Nós brasileiras, temos predominantemente cabelos ondulados, cacheados e ou crespos e por isso mesmo, aversão a tudo o que diz respeito a volume. Raras são as vezes em que as franjinhas podem sair de casa sem um secador ou antifrizz e, hoje em dia, ninguém quer perder tempo tentando domar uma franja, vai?

Mas e aí, como faz? É melhor manter o mesmo visual pra sempre em nome da praticidade que só um cabelo inteiro te dá? Não arriscar com medo de arrepender-se amargamente da aventura de tentar algo novo? Sucumbir aos alisamentos proibidos pela ANVISA para garantir o efeito “minha franja é lisa desde pequenininha”? Ignorar o assunto e pensar em coisas mais importantes na vida? Nesse último caso, favor encaminhar-se à sessão: “assuntos mais importantes na vida” em outro blog.

Pois é por essas e outras razões que tantas mulheres sequer arriscam. E quando arriscam, muitas ficam tão frustradas com a experiência que franja vira sinônimo de trauma. Por isso é sempre bom ter um cabelereiro de confiança ou um profissional com quem você possa conversar antes. Às vezes, ele pode sugerir ir cortando aos poucos para ver como o cabelo se comporta e pra cliente ir se acostumando com a ideia.

E também não adianta levar fotinhos de famosas fazendo poses em revistas e no tapete vermelho e falar “é isso que eu quero” porque vai rolar decepção. A gente esquece que essas jubas estão 110% montadas, previamente escovadas, pranchadas ou com babyliss, finalizadores, sprays de brilho e de fixação, ou seja, são cabelos de festa, produzidos e nada naturais. Aí não tem cabelereiro que consiga fazer mágica.

Então, dá um desconto para o seu querido cabelo, coitado, e diminui o grau de expectativa na hora de cortar a franja ou de mudar o corte em geral. E mais, não se prenda tanto aos mitos de beleza apregoados por aí, do tipo: quem tem cabelo cacheado não fica bem de franja; que curtinha só pra quem tem rosto no formato tal; que redemoinho e franja não combinam; que franja só pode ser lisa…

Regra de beleza deveria ser uma só: o que você acha que fica melhor em você.

Dá uma conferida em franjas pouco convencionais, menos montadas ou au naturel abaixo. Quem sabe uma delas é a sua cara?

E agora? Deu vontade de se libertar dos medinhos e descer a tesoura pra ver como fica?

Imagens: Reprodução

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3 comentários para Franja: melhor não tê-la, mas se não tê-la, como sabê-la? Por Raquel Queiroz

  1. Sou eterna fã da franja! E meu cabelo é indomável ao natural, preciso de um secador só pra domar a franja e a parte lateral do cabelo.

  2. Marina Feitosa diz:

    Adorei! Ai que vontade!
    Quero uma dessa preta e branca pra mim!!!

  3. Parabéns, site tem varias informações incríveis!

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